Antonio de Castro

Maquinista do "Trem das Onze". Entrou na ferroviária no ano de 1947, morador no sítio Piqueri - Vila Paulistana, aprendeu quando menino, vendo seus avós e pais buscarem farelo na estação do Jaçanã para dar às criações. Estudou no colégio Julio Pestana, já com idade avançada e somente aos 19 (dezenove) anos entrou na ferrovia Cantareira para trocar trilhos como dormente, ficou 3 (três) anos na empresa e saiu. Ficou afastado por 3 (três) anos e prestou exame tornando-se funcionário da Sorocabana na função de lenheiro. Com o passar do tempo, exerceu o cargo de limpador, foguista e por último maquinista, cargo exercido por 9 (nove) anos. Trabalhou na empresa Presidente Prudente Ferrovias por 2 (dois) anos e mais 11 (onze) anos em Santos, onde se aposentou em dezembro de 1977. Foi convidado a trabalhar na ferrovia do Iraque como maquinista no trem que ia da Síria à Bagdá, trabalhou durante todo o ano de 1983, mas não se adaptou aos costumes do povo e voltou ao Brasil.

Sua maior alegria: "quando foi efetivado como ferroviário".

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